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quarta-feira, 17 de março de 2010

PFLUEGER ENTERPRISE COMPANY - Parte II

Além da Progress, abordada na parte I deste tópico, a Pflueger lançou outras carretilhas na mesma linha das skeletons.

A primeira delas que vamos abordar aqui, é a

SAL-TROUT.


Esta carretilha foi lançada em 1935, em duas númerações: 1554 e 1555. Posteriormente, mais uma carretilha dessa série foi lançada, em 1952, com o número 1558.

A Sal-Trout 1554 foi produzida em alumínio em duas cores, sendo que a armação da carretilha era preta enquanto que o carretel era metálico.


A 1554 foi produzida também nos anos de 1952 e 1956, entretanto as carretilhas produzidas nesse período sofreram modificações, principalmente no corpo da carretilha, que passou a ser fechada na parte do costado, perdendo o desenho de "cruz", presente no modelo de 1935.


O carretel também sofreu uma leve modificação no desenho das "pétalas", quase que imperceptível. O diâmetro da carretilha foi mantido. Mas a principal mudança foi a retirada do contra-balanço (contra-peso) à manivela, que se manteve em material plástico.


Essa modificação acompanhou uma "tendência" do mercado, onde diversas carretilhas passaram a ser produzidas em desenho diferente do modelo original. É importante ressaltar, que estamos falando do período do pós guerra, com influências da Art Déco. Desenhos mais simples, definidos sempre por linhas precisas e geométricas ou por representações estilizadas de figuras naturais são os aspectos mais marcantes desse período.


O logo com o desenho do Bulldog aparece no costado da carretilha, mesmo no segundo modelo.
Outra mudança, se comparada com a Progress, é que este modelo de carretilha não é "raised pillar", ou seja, o´pé da carretilha é fixado diretamente no corpo através de dois parafusos.


Essa "evolução" faz da Sal -Trout uma das carretilhas mais populares entre os colecionadores de skeletons.

A 1555 totalmente preta era um diferencial entre essas carretilhas.


A capacidade de armazenamento de linha entre elas também é outro ponto que diferencia os dois modelos.

Na imagem obtida de um catálogo em uma venda de leilão eletrônico, encontrei o descritivo a respeito da capacidade de linhas de cada uma delas. Muito embora a imagem não esteja 100% nítida, é possível perceber a diferença entre as carretilhas ainda no sistema alfabético das linhas de fly.


O nome "Sal-Trout", obviamente é uma homenagem a pesca de salmões e trutas. Essas carretilhas foram desenhadas para a pesca dessas espécies, muito embora a 1555 também tenha sido utilizada para o troling (corrico) graças a sua capacidade maior de armazenamento de linha. 

Essas carretilhas, em catálogos da época, eram vendidas pela bagatela de U$ 2.00.

O preço atual, em leilões, podem variar bem, entre 20 e 150 dólares, de acordo com o estado que se encontre e se é oferecida com a caixa original.

Já a Sal-Trout 1558 é uma carretilha que gera alguma confusão entre os colecionadores.




Semelhante a  Pflueger Captain, a Sal-Trout 1558 foi uma das primeiras carretilhas desenvolvidas para a pesca com mosca em água salgada. Na verdade, essa carretilha veio em substituição à Captain (falaremos dela na sequência) e completa a família da SAL TROUT. Foi produzida inicialmente em 1952 e uma segunda geração foi lançada em 1956 com produção até 1979. Como se percebe, é uma carretilha bastante "atual".

A pesca com mosca em água salgada tem sua origem (não oficial) em meados do século 19. As primeiras referências detalhadas surgem por volta de 1840. Nos EUA, o fly fishing em água salgada ganha destaque a partir do final de 1800 e início do séc 20, quando "se descobre" a pesca do tarpon no Golfo do México.


O maior diferencial dessea carretilha para as demais da mesam série é que foi introduzido um sistema de freio. Um parafuso no eixo central permite uma regulagem da saída de linha. Exatamente como é feito nos dias de hoje.


Algumas poucas carretilhas até esse período foram produzidas para esse tipo de pescaria, o que deu à Sal Trout um destaque enorme.  

 CAPTAIN   


A Captain, muito embora não seja exatamente uma carretilha de fly tem toda característica de uma. A Pflueger em seu catálogo (no site) descreve a Captain como sendo uma carretilha para corrico (troling). E de fato era. Foi lançada em 1935.

Muitos pescadores, em razão da falta de equipamento pesado para moscas na época, utilizavam esta carretilha como sendo uma carretilha de fly fishing. Estranhamente é oferecida em leilões eletrônicos como sendo uma carretilha de fly. Talvez, daí a grande confusão entre a Captain e a Sal Trout 1558.

O fato marcante, independende da carretilha nãose destinar ao fly, é o desenho skeleton da mesma.


Essa carretilha tinha um tamanho muito maior que as carretilhas convencionais e era bastante robusta. Por curiosidade, recentemente coloquei uma delas em uma vara # 12 e ficou bem balanceada.


A Captain possui, além do parafuso central  de anti-reverso (drag system), uma mola fixada a uma placa de metal que funcina como freio, gerando atrito ao carretel e impedindo que esse gire solto. Fico imginando quantos dedos não se queimaram com as corridas dos grandes tarpons.


Outro dado interessante é a presença do line guide, justamente utilizado na pesca de corrico. Os pescadores de mosca da época, retiravam essa peça ou simplesmente a cortavam. Algumas podem ser encontradas, ainda hoje, sem a peça original.     

Para os colecionadores de carretilhas Skeletons é uma peça importante pois é rica em detalhes.


Desenhada no melhor estilo centrepin, onde o carretel é fixado apenas em um ponto central, essa carretilha agrega diversos conceitos que serviram de base para tantas outras carretilhas atuais.


Diferente de outras carertilhas da Pflueger, o nome vinha estampado na parte frontal da carretilha e sem o logo do bulldog. Assim como a Sal Trout é uma típica carretilha com influência da Art Decó no seu desenho.


  
Até a próxima e se eu lembrar de mais alguma coisa faço a edição mais tarde!          

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MEISSELBACH BRO COMPANY - Parte II

Dando continuidade ao tema, vamo falar hoje de mais alguns modelos de Skeletons da Meisselbach.

No tópico passado, comentamos sobre os modelos Amateur e Expert.

Um outro modelo muito importante é o Allright.

ALLRIGHT

De acordo com as informações de Phil White e, também, com os dados fornecidos por Richard K. Lodge em seu livro Skeletons, já comentado aqui em outra ocasião, a ALLRIGHT é uma carretilha que nunca se tornou popular, porém a patente serviu de referência para que fosse copiada até os dias de hoje.



A patente foi concedida em 1896 e diferentemente das Skeletons convencionais a carretilha foi desenhada com a parte posterior totalmente fechada. 

Muitas das carretilhas atuais seguiram essa linha de desenho. O carretel mantém o desenho de pétalas, tradicional nas carretilhas Meisselbach.

Um detalhe importante, é que a carretilha não foi desenhada para a pesca com mosca, especialmente o tamanho maior, mas sim como uma carretilha para a pesca do bass na modalidade de aremesso.


A Allrigh foi desenhada em três tamanhos diferentes. A nº 110, considerada uma Trout Reel, a 120, considerada uma carretilha para Bass e a 130, desenhada para a pesca em água salgada.

Na foto, podemos ver a parte possterior da Allrigh nº120, no detalhe é possível observar a patente estampada no costado da carretilha.

A Allrigh foi a primeira carretilha desenhada com a parte posterior totalmente fechada.


A parte posterior manteve o estilo de todas as carretilhas meisselbach.

A Carretilha foi desenha com dois tipos de metais. A menor foi fabricada em níquel enquanto que as maiores foram feitas em bronze.

Isto a torna mais atrativa para os colecionadores.

As carretilhas Allright podem ser consideradas bastante raras para os fanáticos pela marca. Não só pelo valor histórico, mas pelas caracteristicas marcantes que diferenciam esta carretilha das demais.




Na imagem podemos observar uma 120 em bronze e uma 110 em níquel. A diferença de tamanho dá a exata dimensão dos padrões das carretilhas da época.


É importante observar que ainda hoje, estas dimensões ainda são preservadas.
        

FEATHERLIGHT


Uma outra linha de carretilhas da Compahia Meisselbach é a FEATHERLIGHT.

Considerada por muitos a mais clássica linha de carretilhas Skeletons, seu projeto foi copiado por mais de 100 anos.

A Featherlight foi desenhada em duas versões. A primeira versão, chamada de raised pillar e a segunda versão, onde a armação era selada ou soldada, de stamped frame.

A primeira geração foi produzida entre 1095 e 1906 enquanto que a segunda geração começou em 1904 até 1919.


Este projeto evoluiu da Allrigh, com diferença para a a parte posterior que passou a ser ventilada ou aberta (open frame).

A Featherlight da primeira geração foi desenhada em metal robusto em 3 tamanhos, com dois tipos de acabamento. São identificadas através da numeração 260, 270 e 280.

O nome aparece na parte frontal da carretilha, enquanto que na parte posterior podemos encontrar a data da patente.

Outro detalhe que chama a atenção é desenho dos pés dessa carretilha. As Featherlight da primeira geração tem um deseho exclusívo, em formato de losango na parte central e dois circulos na laterais sendo esses elementos vazados, de acordo com a imagem seguinte.

O número que identifica o tamanho da carretilha vem gravado na parte inferior.



É, sem dúvida, uma das carretilhas mais ricas em detalhes que marcou toda uma geração. É também uma das mais raras e procuradas por colecionadores de todo o mundo.

A Featherlight da segunda geração teve sua armação soldada e em relevo para dar um acabamento em três dimensões. Foram desenhadas, também, em 3 tamanhos e com dois tipos de acabamento - niquel cromado e bronze, mesmos acabamentos da primeira geração. São identificadas através da numeração 250, 260 e 290.

Muito embora a carretilha nº 260 apareça nas duas gerações,  o tamanho da segunda é identico a carretilha nº 270 da primeira geração. Segundo Phil White, em seu livro, não existe uma razão específica para essa alteração, a melhor opção seria ter cada modelo um número distinto.

Muito embora essa pequena "confusão" possa ocorrer, para efeitos de identificação do modelo, as características das carretilhas da segunda geração facilitam a diferenciação.

O nome da carretilha vem gravado na parte inferior da base, junto com o número de identificação. Não há estampa da patente e, obviamente, todo o desenho da carretilha selado e em relevo não deixam dúvidas quanto a diferença de gerações.
       
Nos dois casos, ou seja, tanto nas carretilhas da 1ª geração, como nas carretilhas da 2ª geração, a procura é muito grande. Os valores de compra podem ser altos, em leilões eletrônicos.

No caso das featherlights além do desenho de pétalas caracteristico das carretilhas de A. Meisselbach, aparece também pela primeira vez um segundo elemento, em forma triangular contornando todo o carretel. Este desenho de carretel foi copiado por diversas marcas até os dias atuais.

Nas imagens seguintes, podemos observar os dois modelos de Featherlight de gerações distintas, mostrando a grande diferença entre as gerações. O acabamento mais escuro em bronze e o mais claro em níquel cromado também distinguem os modelos. É possível encontrar qualquer um dos modelos com os dois tipos de acabamento.


Na foto da esquerda, as carretilhas vistas de frente, sem a manivela, e na foto da direita a parte do costado das carretilhas.



Se quiser ver em tamanho maior, basta clicar em cima das imagens.



A seguir vemos as carretilhas nº 250 e 290 da coleção de PHIL WHITE. Apenas para efeito de comparação de tamanho.


Nota-se, também, que a carretilha nº 290 sofreu alteração no desenho original, que além do desenho de pétalas no carretel ganha pequenos circulos vazados no lugar da figura triangular.


A diferença no desenho da manivela também demonstra períodos diferentes de fabricação.

A carretilha 290 foi desenvolvida inicialmente para ser uma carretilha de troling (corrico) e não para a pesca com mosca. Entretanto, é aceita e ainda utilizada no flyfishing.

Por hoje é só.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CROWN, DIAMOND e ECKMIER

Hoje, vou falar de 3 carretilhas skeletons que, de certa forma, são dificeis de serem encontradas e podem ser consideradas "pequenas". Pequenas apenas no sentido de terem sido fabricadas por pequenas empresas.

A primeira delas é a "CROWN".


De acordo com as pesquisas do Dr. Todd Larson, Crown foi a marca registrada da empresa, de Edward. K. Tryon, uma dos principais nomes da Filadélfia (Philadelphia), uma importante loja de produtos esportivos - E. K. TRYON & CO. A marca registrada foi utilizada entre 1890 e 1910.

O modelo da foto ao lado é uma SUNNYBROOK, semelhante a CROWN, porém a carretilha de Tryon trazia o nome estampado no costado.

Além das carretilhas MONTAGUE, das quais falaremos numa outra ocasião, as "Crowns" eram as únicas que traziam á numeração da carretilha estampada na parte de baixo do pé, além do nome estampado no costado da carretilha.


Por terem sido fabricadas por um curto período de tempo, são raras e de dificil aquisição. Acredito que estejam valendo em torno de 100 doletas! Particularmente não acho que sejam carretilhas para tudo isso... mas como é peça de coleção - Não tem preço.


Aqui, (achei isso no Google), uma página do catálogo da loja de E. K. Tryon. No detalhe é possível ver a sigla EDW. K. TRYON COMPANY, PHILADELPHIA, na parte superior.


A loja foi uma grande referência na venda de equipamentos para pesca e caça no final do séc. XIX e início do Séc. XX.

Fico imaginando a galera pescando ou caçando naquela época! Nessa página a espingarda anunciada estava sendo vendida por U$30,00!!



A segunda marca é a DIAMOND MANUFACTURING CO. Uma carretilha produzida para ou por esse Outfit de St. Louis. No livro (fantástico por sinal) Skeletons, A Collector's Guide to Raised Pillar Fly Reels, de autoria de Richard K. Lodge, consta apenas uma página a respeito dessa marca (p.20).


Pesquisei bastante em outras publicações e aqui na web mas não encontrei absolutamente nada além do que está escrito no livro. Essa carretilha tem uma caracteristica bastante interessante: é bicolor. a parte interna, o carretel era em níquel laminado (nickel-plated) enquanto o corpo da carretilha, em preto esmaltado. É a quarta carretilha da segunda pratilheira, na foto da capa do livro.


Segundo o autor, essa carretilha tem muita semelhança com as fabricadas por Winchester e com sua sucessora, desenhada por Horrocks-Ibbotson. Falaremos dessas ao seu tempo. Dificil de se encontrar, cheguei a ver uma anunciada há 3 meses mas o cara não vendia para compradores de outros países. Na ocasião foi vendida pela bagatela de U$34,00 no E-bay.
Tenho certeza que o ganso que vendeu não sabia que tinha uma raridade nas mãos!



A terceira, não menos rara que as anteriores, é a ECKMIER. Novamente, me socorro do autor do livro para trazer algum comentário sobre essa carretilha.

Segundo Richard Lodge, a Elckmier é uma das maiores Skeletons já produzidas (em tamaho mesmo!).

Ela apresenta duas peculiaridades bem marcantes: a primeira é a manivela em metal e a expressão MADE IN CANADA, no costado abaixo do nome. Ou seja, é a única skeleton que se tem notícia fabricada naquele país. Mais um motivo para ser procurada por colecionadores.

Outra característica é que o click button é horizontalmente oposto aos rebites. normalmente ele é colocado nas carretilhas, na posição vertcal.
Conversando com um colecionador canadense, ele teorizou (suspeita mesmo) que as Eckmiers foram fabricadas por Lawson Machine Works, de Montreal ou outra empresa qualquer de metais e que as carretilhas foram desenvolvidas como um produto paralelo. Fica fácil entender porque são raras e escaças no mercado.


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Hoje estou particularmente feliz! O amigo Gustavo do Vôo da Mosca (o blog, o original), ingressou aqui como nosso seguidor. Agradeço a ele por isso (é o primeiro!!) e espero que esteja gostando das coisas que estou escrevendo aqui. Também estou acompanhando as coisas que ele tem publicado. Vale a pena visitar o blog dele.


Cansei!!!!

Bom... "quem leu, leu... quem num leu si fudeu..." estou apagando o texto abaixo porque tomei uma dura da dona da pensão.
.................CENSURADO..................

MINHAS REGRAS SÃO: SE NÃO GOSTOU DO QUE LEU... PROCURE OUTRO BLOG.

Se quiser descer o pau (no bom sentido), fique a vontade. Aqui não há censura.

............ NA VERDADE HÁ CENSURA SIM................. fui censurado pela patrôa que achou que exagerei... fazer o que... manda quem pode, obedece quem tem juízo!

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UM PEQUENO ADENDO AQUI IMPORTANTE: EM 4/09/2009, 22:50h.

................DELETADO POR ORDEM DA DONA DA PENSÃO........

QUALQUER HORA COMEÇO A METER A BOCA NO TROMBONE... AGUARDEM.

LUTANDO PELA ÉTICA NO FLY!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Carlton Manufacturing Company

Dando sequência ao tema "Carretilhas Skeletons e seus fabricantes", hoje é dia de falar de uma das principais marcas americanas do final do Sec. XIX e início do Séc. XX.

CARLTON MANUFACTURING Co. foi fundada por Harvey B. Carlton em 1903. Carlton foi uma das pessoas de Rochester - NY, que entrou para o ramo da fabricação de materiais de pesca no século XIX.

Carlton trabalhou na área de ótica e máquinas fotográficas, principal atividade de Rochester, antes de abrir sua empresa. 1903. Em poucos anos ele já havia patenteado uma série de carretilhas, inclusive para a pesca com mosca.

Muitas das idéias atuais em termos de carretilhas partiram dele, pois as carretilhas tinham um projeto extremamente inovador para a época. Algumas idéias, entretanto, foram "emprestadas" de outras companhias.




A história de Harvey Carlton e sua empresa foi estuda exastivamente por Phil White, que há alguns anos publicou o livro "Carlton e Rochester Fishing Reels". Por mais de dez anos, o autor se dedicou a pesquisar sobre essa importante marca americana.
Para quem não sabe, Phil White é um expert em carretilhas Meisselbach e por um grande período o editor do The reel news, a revista (boletim) da O.R.C.A - Old Reel Collectors Association.

Para quem aprecia uma boa leitura e pretende iniciar na coleção de carretilhas, este livro é obra obrigatória.

Calrton desenvolveu algumas carretilhas bastante incomuns.

Um bom exemplo é a light weight, da foto abaixo. A light weight (as duas palavras vem estampadas no counter-balanced da manivela) é um "tesouro" para os colecionadores de carretilhas skeletons.

Não existe nenhum outro modelo feito nesse estilo, com esse desenho. Além disso ela apresenta uma "fraquesa" bem peculiar - um frágil mecanismo de "click drag" que é quase impossível de ser reparado ou consertado porque ele não é separado da carretilha.

Light Weight em condição excepcional com uma rara caixa original.
Coleção de Jim Schottenhan


Além da Light Weight, uma outra carretilha com relevância para os colecionadores é a Carlton Ideal, não menos rara, tendo em vista que também foi produzida por um curto espaço de tempo.




Entretanto, segundo Phil White, em seu livro, a Ideal é cópia da Meisselbach Expert, sobre a qual falaremos em outra oportunidade.

Outra carretilha com alto grau de importância para os colecionadores é a GEM (sidemount) de delicada construção. Carlton foi o único que produziu a mesma carretilha em dois estilos (raised pillar e sidemount).



Em 1908, Carlton reorganizou a empresa e essa passou a se chamar Rochester Reel Company, entretanto nesse mesmo ano, Carlton arquivou papéis da dissolução da sociedade.

Não se sabe ao certo o que aconteceu durante esse período, pois dois anos mais tarde, em 1910 Andrew Wollensak da Wollensak Optical Company patenteou muitas das melhorias produzidas por Carlton.

A "guerra de patentes" foi algo comum nesse período e qualquer nova idéia logo tinha que estar protegida por uma patente ou marca registrada.


Harvey B. Carlton nasceu no ano de 1860 na cidade de Scottsville, NY.


Por hora é só. O dia que eu conseguir adquirir uma dessas carretilhas para minha coleção será uma grande aquisição. Nem tanto pelo valor econômico, mas sim pelo valor histórico, tendo em vista que essas carretilhas foram fabricadas num curto espaço de apenas 5 anos. Se alguém souber de alguma que esteja a venda, agradeço a informação!

Fotos gentilmente cedidas por O.R.C.A - Old Reels Collectors Association
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CURSOS FLY CAST


Nesse último final de semana realizamos mais um curso básico de fly. O bacana de tudo isso é que os pescadores estão podendo ter contato com essas carretilhas e também é a oportundidade que estou tendo de poder passar um pouco mais de informações sobre isso. Também tem me ajudado a estudar mais sobre essa fascinante hobby.





Rapaziada do último curso!



Agora, no mês de setembro teremos mais alguns cursos agendados. Se tem curiosidade em participar e quer ampliar seus conhecimentos, visite o site de FLY CAST.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ALLCOCK, LAIGHT & WESTWOOD

Dando continuidade no assunto Fabricantes das carretilhas de fly antigas, hoje vamos escrever algumas linhas sobre
ALLCOCK, LAIGHT & WESTWOOD


Fábrica da Allcocks, Laight e Westwood em Toronto

Allcock, Laight & Westwood foi, ao mesmo tempo, uma loja de varejo e distribuidora de produtos esportivos de todos os tipos. Estabelecida em 1854, em Toronto no Canadá, como uma filial de uma Companhia Inglesa, com raíses na cidade de Reedditch. A Companhia original, Allcocks & Co, foi fundada por volta de 1800, por Policarp Allcock. Posteriormente, passou a se chamar S. Allcocck Co, quando Samuel Allcock assumiu os negócios.
Segundo, o que pude pesquisar, Allcocks fabricava agulhas, alfinetes e anzóis enquanto uma segunda velha fabrica, adquirida na Inglaterra, produziam material de pesca.

Aerial Popular 1940

Em 1904, um grande incêndio destruiu boa parte do distrito industrial de Toronto e traçar os primeiros 50 anos de A. L. & W., no Canadá é muito difícil, pois pouco se sabe sobre a produção da empresa nessa época.
Para os colecionadores, uma carretilha Skeleton da Allcock, Laight & Westwood é peça bastante rara, dada a dificuldade de se encontrar.

O que se tem de concreto é que a companhia começou vendendo suprimentos para os pescadores com mosca, caçadores e outros adeptos de esportes outdoor e já em 1900, com a evolução da empresa, essa passou a ser uma importante referência na venda de produtos por catálogo.

Todas as carretilhas A.L.&W tinham excelente reputação no mercado canadense e a loja vendia carretilhas de outras marcas importantes dos EUA, entre elas, se destacam as Winchester, Shakespeare e Bronson.
As carretilhas skeletos de A. L. & W eram muito semelhantes as carretilhas Winchester (famosa empresa de armas americanas), sugerindo que A. L & W copiaram o modelo, tendo em vista que a loja vendia mareiais desta marca, entre outros.


As skeletons A. L. & W são semelhantes a Wichester da foto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

SKELETONS - Fabricantes e alguns dados interessantes

As carretilhas SKELETONS ou Raised Pillar Fly Reels, durante um determinado período, dominaram o mercado americano. Entre o final de 1800 e 1930, estas carretilhas se tornaram bastante populares.



Todas essas carretilhas tem uma caracteristica comum no seu desenho: OPEN FRAME, ou seja, armação aberta, dando a elas o apelido de esqueleto.

Outra caracteristica, individualizando cada carretilha, é o desenho de seu carretel. Figuras geométricas, mandalas, flores, por exemplo, serviram de inspiração para diferenciar cada uma dessas peças.

Sem dúvida, esse é um dos atrativos para os colecionadores e uma forma de identificar cada fabricante.

Este foi um dos motivos que me fez começar esta coleção.

Mas o assunto de hoje, devo continuar nisso por mais alguns dias, é falar sobre os Fabricantes e dados históricos dessas marcas e modelos. Para facilitar o trabalho, a resenha está sendo feita em ordem alfabética.

Vamos começar por

ABBEY & IMBRIE

Abbey e Imbrie é um nome que remete qualquer colecionador ao período do "pós guerra civil", nos EUA. Foi uma famosa loja de material de pesca de Nova Yorque, por quase 100 anos.

Em 1875, L. H. Abbey e C. F. Imbrie, em sociedade, compraram a Loja Andrew Clerk e Co, uma não menos importante e famosa loja de materiais para pesca que funcionava desde 1820. A partir, da data passou a se chamar Abbey e Imbrie Co.

Em 1877, o brasão com a logomarca foi criado e a A&I, como passou a ser conhecida, foi estampando em diversos produtos que a loja passou a vender.

O que pude perceber, por onde pesquisei, Abbey & Imbrie compravam produtos de outras empresas ou contratavam artesãos e mandavam estampar a logomarca. Julius Von Hofe, só para citar um, produziu alguns modelos de carretilhas com exclusividade para a A&I. A Companhia nunca produziu nada, todos os produtos foram sempre terceirizados com exclusividade.

Carretilha Julius Von Hofe feita para Abbey & Imbrie

Só para se ter uma idéia, uma carretilha A&I é muito semelhante ao modelo St. Joes, fabricado pela South Bend ou uma Kazoo, da Shakespeare. Falaremos disso depois, em outra ocasião.

Poucas são as diferenças entre essa 3 carretilhas. Basicamente o nome que vem estampado nelas, ou seja, o brasão, no caso da A&I e uma ou outra ferragem. O desenho do carretel é muito semelhante nos 3 modelos.

Por muitos anos Abbey & Imbrie foram uma verdadeira referência em Nova Yorque, especialmente pelos suprimentos em material de pesca com mosca que ofereciam.

Também organizavam viagens de pesca para as Montanhas Rochosas e outros pontos para a pesca de trutas e black bass.

Uma curiosidade: A loja era famosa pelo grande peixe de ouro que ficava acima da porta de entrada.

Infelizmente, ainda não consegui adquirir nenhuma caretilha A&I para a coleção.

São bem raras e devem ter um valor relativamente alto.

As carertilhas Skeletons da A&I foram fabricadas até 1930, data em que a empresa foi vendida para Horrocks-Ibbotson, de Utica - NY.

Essa é uma foto da capa do último catálogo da empresa, uma verdadeira raridade.