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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - EDITORIAL

Em nome da equipe da FLY CAST desejo a todos um FELIZ NATAL e um Excelente FELIZ ANO NOVO.


Que 2010 seja muito melhor que 2009. Especialmente para quem gosta da pesca com mosca.

Que os FORMADORES DE OPINIÃO pensem o fly com menos amadorismo. Tá passando da hora de termos uma Pesca com Mosca no Brasil mais decente. Menos "OBA OBA" e mais ação. Mais informação de qualidade e menos "cultura inutil".

E 2009 foi legal.

Algumas coisas bacanas aconteceram para ajudar o fly se desenvolver: FLY e CIA, FLY MAGAZINE, FLY SHOP BRASIL.

Outras, entretanto, estão estagnadas e sem perspectivas de melhora: TODAS AS REVISTAS "ESPECIALIZADAS" DE PESCA, que mantem a mediocridade e mesmice. Eu, particularmente, cansei dessa papagaida toda. O Fly nessas revistas só tem servido para fomentar a vaidade de alguns que fazem quase tudo pra aparecer. Ridículo.

O TRADE SHOW da PESCA E CIA, em termos de pesca com mosca foi absolutamente MEDÍOCRE. A Summax apresentou uns equipamentinhos bem meia boca .Uma outra empresa que nem me lembro o nome trouxe umas coisas da OKUMA e ponto final. E há quem diga que a tralha da Summax é excelente (não é mesmo, KID??).

Televisão: Num dá nem pra comentar. Nem na internet tem programa de pesca descente.

Ficamos devendo nosso DVD. Não conseguimos finalizar (ainda) todo trabalho que estamos desenvolvendo. Faltou verba e tempo... Coisas de gente inexperiente. Mas ano que vem lançamos a bagaça e espero que tenha a qualidade que estamos buscando.

Com relação aos nossos cursos: Ficamos abaixo da nossa meta.

Foram realizados 14 cursos no decorrer do ano, queríamos atingir 20. Muita chuva, pouca gente interessada.

Confesso que na metade do ano pensei em parar tudo por falta de tesão mesmo... e de ver tanta babaquice acontecendo. E olha que mantemos os mesmos valores dos cursos há mais de quatro anos, não ajustamos um centavo se quer nesse tempo. E vamos manter os mesmos valores pro ano que vem.

E TEM GENTE QUERENDO FAZER DUMPING em CURSO DE FLY. SOMOS NÓS QUE FAZEMOS DUMPING. Desculpa aí !!!

Nosso turismo anda de mal a pior... E há quem diga que esse ano na Amazônia está um espetáculo... Com a seca que tá fazendo por lá (fruto da imbecilidade humana), está fácil pescar.

Os peixes estão desesperados... lutando pra sobreviver... Isso não é pescaria.

Se alguém acha exagero isso, me aponte 10 destinos de pesca no Brasil que tenha: qualidade de serviço, boa pescaria, proximidade dos grande centros e preços acessíveis. 10 é muito, então aponte 5. Se encontrar um, me dou por satisfeito. UM que seja para FLY!

A falta de ética é outro fator que vem marcando cada vez mais nosso segmento. Infelizmente. Os "picaretations" estão cada vez mais ativos... Mas um dia a casa cai. Oxalá isso aconteça logo. XÔ PICARETAGEM!

Mas o ano foi legal.

O Flamengo foi campeão num campeonato disputadíssimo pra sorte do meu amigo BULHÃO. O Palmeiras não foi pra libertadores. O tricolor do morumbi manteve-se como melhor paulista no Brasileirão, O Ronaldo Gorducho ainda não catou nenhum travéco, O Internacional teve que torcer pro Grêmio. Coisa de gaúcho...

Vai entender essa galera.

E por falar nisso, São Paulo (a cidade) teve ontem 63 pontos de alagamento. No ano todo, o Palmeiras no Brasileirão teve 62. Ou seja, Com os 63 pontos de alagamento São Paulo, só ontem, já estaria classificada para a Libertadores. (Piadinha da internet...)

Espero realmente que a galera que foi lá pra Copenhagen Climate Conference faça alguma coisa pelo clima do planeta. Senão... "adios pescarias".

Bom... vou ficando por aqui. Amanhã entro oficialmente de férias. Vou pro Caribe e EUA. Vou pescar, ver o Mickey e o Pato Donald, comer pra carai e encher a cara. Se sobrar uns trocos, dou uma passada na Bass Pro pra abastecer o armário.



Meu desejo pra 2010 é que possamos realmente ter uma pesca com mosca melhor, mais séria e ética, porém, menos careta e autoritária, como insistem alguns e sem "invenções" mirabolantes tipo fly-dive ou pinchos de 50 metros. Que tenhamos tralha boa e barata a disposição de todos. E que o Papai Noel seja generoso com todo mundo.



Vou dar um tempo nos Blogs e o site deve migrar pra outro servidor. Nossos e-mails, por enquanto, estão uma merda, uma hora funciona outra hora não... sinto muito por isso. Voltaremos com a corda toda em 10 de janeiro de 2010.

Quem quiser, me acha no celular.

Abração a todos,

Marcão.

Mas, como esse blog é destinado a carretilhas antigas, seguem 3 carretilhas que são absolutamente fantásticas.




A primeira, por ser uma clássica da ROSS, a nº 1. Uma homenagem da Ross às Skeletons.

A segunda, uma genuina Pflueger Progress.



A terceira e não menos importante, uma Wey Mark, inglesa. Com line guide e controle de drag.




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MONTAGUE CITY ROD COMPANY

Dando sequência ao tema CARRETILHAS SKELETONS e seus FABRICANTES, vamos abordar neste tópico uma das empresas que mais produziu carretilhas nos EUA em pouco mais de 50 anos.




Trata-se da Montague City Rod Co., fundada pelos irmãos Eugene e Leander Bartlett, na cidade de Montague,em Massachusetts, por volta de 1881. A fábrica começou produzindo varas de bambu e, posteriormente, passou a fabricar carretilhas. Em 1885 a Companhia começou a expandir seus negócios com a compra da Thomas H. Chubb Rod and Reel Factory em Vermont e, posteriormente, a U. S. Net & Twine Factory, no Brooklyn em N. York , por volta de 1889.   


Entre os diversos modelos de carretilhas da Montague, um, no meu entender, merece destaque. É o modelo RAPIDAN.

A Montague traz um carretel com desenhos triangulares, diferentes dos desenhos de outras empresas.

Além disso, na parte posterior o logo da empresa com o nome da carretilha serve como identificação.

O desenho do peixe saltando no logo desperta o desejo do colecionadores em adquirir um exemplar para qualquer  coleção.

Outro fator importante, é que essa carretilha foi produzida em duralumínio e sua manivela em plástico duro.

Isto sugere que a data de produção destas carretilhas nos remete ao final da década de 30 até incício da década de 50.

Abaixo, podemos observar a carretilha em detalhes.



O desenho típico do carretel com figuras triangulares diferencia a Montague de outros fabricantes.

 

No costado da carretilha é possível observar a marca estampada com o modelo. Abaixo, o detalhe do logo, como o peixe saltando que faz da carretilha ser objeto de interesse aos colecionadores.




Além do Rapidan, a Montague também lançou outras carretilhas de menor interesse aos colecionadores.

São carretilhas "inominadas", ou seja, não trazem no corpo da carretilha nenhuma informação a respeito da marca, apenas a expressão "made in USA" na parte inferior do pé da carretilha.

Estes modelos, foram produzidos em período anterior ao da Rapidan. Provavelmente não trazem nenhuma identificação da empresa porque deveriam ser fabricadas para a revenda por outras empresas, que ali colocariam suas marcas, a exemplo da Meisselbach, Hendryx e Winschester. Estas carretilhas tinham um valor bem inferior sendo vendidas na época a 50 centavos de dolar.

Além disso, este modelos foram fabricados em metal comum, podendo vir pintadas em preto ou em bronze.

Os desenhos triangulares do carretel, muito similares ao de outras marcas gera certa confusão àqueles que procuram por carretilhas de outras marcas. Isto porque nestes modelos esses desenhos eram levemente "arredondados" nas laterais, diferentemente do modelo Rapidan.

As manivels eram de madeira, dando um charme especial à carretilha. Abaixo, podemos observa uma da nossa coleção, com a pintura zuadinha. Porém toda original.



Na imagem que segue, vemos a parte posterior da carretilha, onde o click drag é colocado na parte inferior do corpo da carretilha, enquanto que no modelo Rapidan ele é lateral.

Com a pintura descascada é possível observar a cor original do metal. Alguns modelos foram fabricados apenas no metal, permitindo que outras empresas adequassem aquela carretilha às suas necessidades.



Abaixo, é possível ver a estampa MADE IN USA que identificava os modelos "inominados" da Montague.



Lembre-se que se quiser ver a foto em tamanho maior, basta clicar sobre ela.

Algumas carretilhas da Montague foram comercializadas por outras empresas importantes, destaca-se a OCEAN CITY, que vendia o modelo SOLITE (apereceu, pela primeira vez, no catálogo da empresa em 1936), muito semelhante ao modelo acima. A diferença fundamental estava no tipo de manivela que este modelo apresentava. Quando chegar a vez da Ocean City, aprofundaremos mais esse assunto.

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Para quem gosta de carretilhas diferentes e "exóticas" esta aqui acabou de chegar.  Ainda não tive condições de pesquisar nada sobre ela.

Não tem nenhum nome marcado ou qualquer identificação. O camarada que me vendeu também não sabia nada sobre ela, a não ser que foi produzida na década de 20 ou 30.

Existe apenas escrito "made in usa" no pé, na parte superior e a manivela é em plástico duro torneado.

Se alguém souber ou tiver alguma informação sobre ela, agradeço a ajuda.!!!!





Até a próxima!!!!
Há!!!! antes que eu e esqueça:
não deixe de visitar o blog da flycast.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MEISSELBACH BRO & Co. - Parte III

Nesta 3ª e última parte do tema MEISSELBACH, vamos falar de 3 modelos de carretilhas que são considerados muito importantes para os colecionadores. São raros e dificieis de serem encontrados, acredito muito mais que as carretilhas de outras séries.

BLUE DIAMOND TROUT REEL

A série BLUE DIAMOND causou muita confusão aos colecionadores antes de sua origem ser descoberta.

Phil White um dos maiores experts em Meisselbach, conta que a primeira carretilha adquirida por ele em uma feira de material de pesca antigos tinha o nome featherlight gravado apesar de ser uma carrretilha com desenho bem diferente das Featherlights da 1ª e 2ª geração. Para saber mais sobre a FEATHERLIGHT, veja a parte II do tópico.

A Blue Diamond tem um carretel ventilado com circulos concentricos enquanto que a Featherlight apresenta os tradiconais desenhos de pétalas, conforme comentado anteriormente na parte II.

Outro fator marcante é que a carretilha é soldada e traz o nome "Featherlight 260" gravado na parte inferior dos pés da carretilha e na parte frontal do carretel foi gravado BLUE DIAMOND TROUT e A. F. Meisselbach/ Newark/NJ.



Phil White conta, ainda, que numa segunda ocasião,em uma outra feira encontrou um anuncio de 1912 de um catálogo da Norvell-Shapleigh Hardware Company que mostrava a ilustração da BLUE DIAMOND.

Pode-se concluir sem nenhuma dúvida que Meisselbach produziu as carretilhas para aquela empresa. Segundo o autor, a marca DIAMOND foi utilizada por NORVELL-SHAPLEIGH em muitos de seus produtos.

A confusão ficou ainda maior, quando ele conseguiu adquirir uma nova BLUE DIAMOD, sendo que esta era completamente diferente da primeira e totalmente diferente das demais da linha de Meisselbach.

Este segundo modelo era similar ao modelo patenteado por ANDREW WOLLENSAK e vendido pela empresa de H. J. Frost, THE ROCHESTER REEL COMPANY. O autor acreditou durante muitos anos que estas carretilhas também tinham sido fabricadas por Meisselbach para a empresa de Frost.

Entretanto esta segunda versão não foi fabricada por Meisselbach. Ou seja, Wollensak manufaturava as carretilhas para a ROCHESTER enquanto que Meisselbach produziu as carretilhas para Norvell-Shapleigh Hardware Company.

Se comparadas, de fato, as carretilhas são bem diferentes conforme a foto abaixo.


Muito embora as carretilhas Blue Diamond não sejam consideradas modelos SKELETONS, são peças raras para os colecionadores justamente por apresentarem essa caracteristica de duplicidade do nome.

Mesmo assim, a Blue Diamond fabricada por Meisselbach marca um período de transição no desenho das carretilhas fabricadas por aquela empresa. Deixando o desenho de pétalas do carretel e o estilo "open frame" passando para odesenho de circulos concêntricos e mais fechada.


ZEPHYR

Meisselbach & Bro. também produziu dois modelos das clássicas raised pillar skeleton chamada ZEPHYR.

Estas carretilhas não traziam nenhuma denominação estampada no corpo da carretilha, sugerindo que se tratavam de carretilhas destinadas a serem vendidadas por outras empresas ou para ser uma segunda linha da própria empresa.

Assim como as outras carretilhas da empresa, as ZEPHYR's foram produzidas em dois acabamentos, niquel prateado e bronze.

Na foto a seguir, podemos observar os dois modelos das carretilhas ZEPHYR produzidas por Meisselbach entre 1915 e 1919.
  



 GOOD LUCK TROUT REEL

Além das carretilhas já apresentadas e produzidas por A. Messeilbach & Bro, restou uma que no meu entendimento é das mais bonitas já fabricadas para aquele período.


Trata-se da GOOD LUCK TROUT REEL, que teve seu período de fabricação entre os anos de 1915 e 1918. Essa carretilha, conforme pode-se observar na foto, trazia o carretel totalmente livre do corpo da carretilha, apenas fixado por um único parafuso, acoplado à parte posterior.  Efetivamente, trata-se de um modelo bastante peculiar pois lembra as carretilhas inglesas de madeira centrepin, de período anterior.

A grande "sacada" de Meisselbach foi utilizar um desenho de uma carretilha de madeira em uma carretilha de metal, mais leve e ventilada.  A Good Luck, segundo Phil White, foi produzida em um único tamanho em dois acabamentos, niquel prateado e bronze, seguindo a tendência da empresa.
Enquanto uma Featherlight era vendida por U.$ 2.00 essa carretilha custava U.$ 0.75 !  Algo inimáginavel nos dias de hoje.

A Good Luck é dificil de se encontrar em leilões eletrônicos (tipo EBay). Algumas podem ser obtidas em feiras realizdas pela O.R.C.A (Old Reel Collectors Association) e podem superar o valor de U$ 200,00 com facilidade ou, ainda, em sites e lojas especializados em equipamentos antigos.

Da grade de carretilhas produzidas por Meisselbach é, sem dúvida, uma das mais representativas para os colecionadores.

Além das Skeletons, Meisselbach produziu uma série de outras carretilhas com destaque para as RAINBOW e outras , entre elas as automáticas. Por não se tratarem de carretilhas SKELETONS deixaremos para comentar sobre elas em uma outra oportunidade. Só para se ter uma idéia da importância da empresa, Meisselbach produziu pelo menos 20 modelos diferentes de carretilhas de fly. Sem dúvida as Skeletons marcaram uma época, sendo que as produzidas por A. Meisselbach e Bro. foram das mais representativas paa aquele período.  



Para quem pretende começar uma coleção de carretilhas de fly, as Meisselbach são peças importantes e não podem faltar na prateleira.

Agradecimento: PHIL WHITE pelas imagens cedidas (todas as fotos das carretilhas fazem parte do acervo do autor) e pela ajuda com as informações publicadas aqui.

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  Mudando de assunto - Dias 7 e 8 de novembro estaremos realizando um curso de fly básico na cidade de ITU, em parceria com  FLY & CIA.  Para saber mais sobre esse curso acesse a página da Fly e Cia (clique no nome em destaqe ou no link ao lado e entre em contato com o Morelli.

O curso será realizado no sábado dia 7, na loja da Fly (teórico) e Cia e no Domingo no PESQUEIRO TIO OSCAR (prático).

Fico por aqui.

domingo, 13 de setembro de 2009

KINEYA Tackle Maker - Japão



Voltando ao tema "Carretilhas Skeletons e seus fabricantes", chegou a hora de falarmos de uma empresa relativamente nova, que procura manter o estilo das carretilhas tradiconais vivo.


Trata-se da KINEYA Tackle Maker ***


Muito embora as carretilhas Skeletons de Kineya tenham pouco apelo aos colecionadores, que buscam peças antigas, eu não poderia deixar de falar desse importante fabricante.






Kineya começou a funcionar como uma loja de máquinas fotográficas em Kyoto, a antiga Capital do Japão por 6o anos, antes do seu proprietário demosntrar interesse nos equipamentos de pesca com mosca clássicos de estilo americano.


De acordo com o próprio site da empresa, em 1985, ou seja, 24 anos atrás, o proprietário MASATOSHI OKUI, se tornou um profundo interessado na beleza e elegância de muitas "american classic fly fishing tackle", com uma particular obsessão por varas de bambú e carretilhas antigas.


Okui viajou para os Estados Unidos para comprar equipamentos americanos e apresentar para a o mercado japonês. Nos primeiros anos, a empresa importava e vendia o material no Japão.



A partir de 2.000, Kineya começou a desenvolver uma carretilha skeleton de desenho próprio, com base em patentes e modelos americanos.



Hoje, a empresa possui pelo menos 5 modelos diferentes de Skeletons dentro da linha denominada CAVOUS.



Apesar do desenho idêntico em cada modelo, a mudança principal está no material utilizado, do metal simples, passando pelo bronze ao niquel-prata.


Outra diferença é o acabamento de alguns de seus componentes, por exemplo a manivel da carretilha que pode ser de borracha dura até chifre de búfalo.




As cores das carretilhas também podem variar um pouco de acordo com o modelo.



O tamanho do carretel e da própria carretilha, entretanto é o mesmo em qualqer modelo, sugerindo que a empresa utiliza um único gabarito, sofrendo pequenas alterações na expessura da parede, deacordo com a matéria prima empregada. Com isso, pode-se ter um produto um pouco mais leve ou mais pesado.





No meu modo de entender, as carretilhas de Kineya poderiam ser importadas para nosso país por qualquer um daqueles que comercializam produtos para a pesca com mosca, tendo em vista que temos por aqui alguns excelentes construtores de varas de bambú, entre eles o Beto Saldanha e Gregório - onde a carretilha casaria perfeitamente.


Fica aqui a sugestão de um produto que teria uma boa aceitação, com um preço mais acessível.




Para saber mais sobre os modelos, acesse o site da empresa - Kineya Tackle Maker, lá poderão ser encontrados outros modelos clássicos de carretilhas que poderão compor com muito estilo um conjunto com uma vara de bambú.


Kineya, entretanto, não é a única empresa japonesa a produzir carretilhas no modelo skeleton.


Outras marcas, um pouco mais antigas e até mesmo atuais ainda desenvolvem carretilhas nesse estilo.


Só para citar, ARGUS, J. C. HIGGINS, UENO SEIKO Co., são algumas das empresas japonesas que fizeram ou ainda fazem carretilhas skeletons. Dessas, falaremos em outra ocasião.


*** Fotos gentilmente cedidas pela própria empresa


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Neste último final de semana tivemos mais um curso básico de fly.



A rapaziada que participou: Fabião, João Paulo e Leonardo.

Parabéns aos novos pescadores com mosca!

Amanhã tem mais!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

KALAMAZOO TACKLE Co.

Kalamazzo Tackle Co. foi uma subsidiária de SHAKESPEARE Co. Essa empresa produz uma série de produtos até hoje. No site da própria empresa é possivel saber mais sobre sua história, se quiser conhecer um pouco sobre isso, acesse Shakespeare.


Em outra ocasião, farei uma pequena resenha sobre isso.


A empresa (Shakespeare) foi criada por William Shakespeare Jr., (o camarada aí da foto) em 1897, em Kalamazzo, Michigan.


O fato de Kalamazzo ser subsidiária de Shakespeare explica a semelhança entre as SKELETONS.



Na foto acima podemos ver a Kalamazoo SURPRISE e a Shakespeare KAZOO, muito semelhantes. A diferença fundamental está no counter-balance, com círculos concêntricos, da SURPRISE, enquanto que na Kazzo, o formato é arredondado.


Porém outras carretilhas também apresentam uma grande semelhança com as apresentadas acima.
A South Bend Bait Company, na cidade de Indiana, produziu muitas carretilhas para Shakespeare durante muitos anos. Essa cooperação também contribuiu para a semelhança entre a St. Joe da South Bend ou Abbey & Imbrie skeleton, por exmplo. Na imagem podemos observar uma St. Joe, da South Bend, sem a manivela. A semelhança é muito grande, sugerindo que as carretilhas foram feitas na mesma fábrica, ou pelo mesmo fabricante, ainda que o nome seja diferente.


De fato, para o leigo ou mesmo um colecionador menos atento, fica dificil diferenciar cada uma delas apenas pela aparência frontal. Sem observar o nome estampado na parte posterior, fica muito dificil essa diferenciação.

O desenho do carretel, a manivela, tamanho das carretilhas, são alguns dos pontos comuns entre essas marcas e modelos.

Essa carretilhas, são relativamente fáceis de serem encontradas para a venda, especialmente no E-bay. O que pode mudar é o período de sua fabricação. As mais recentes - década de trinta, pré WWII (world war II) apresentam a manivela de plástico. enquanto que a mais antigas em madeira ou osso. Alguns outros detalhes foram sendo modificados ao longo dos anos.


Na imagem, momentos da linha de montagem da Shakespeare Co., em Kalamazzo, Michigan.

Se vcê tiver curiosidade em ver outras imagens da fabrica acesse o site da KPL (Kalamazzo P. Library).


Uma curiosidade: Durante a II Guerra Mundial a empresa foi contratada para produzir peças para aviões, caminhões e jeeps de combate, interrompendo por um período sua linha de montagem dos artigos de pesca.

Existe uma enormidade de coleções sobre Shakespeare Co., Kalamazoo Co. e South Bend. Alguns bons livros foram lançados, dissecando o tema.

Fico por aqui.
Amanhã teremos mais um curso de fly básico, para saber mais clic, ou acesse o site da FLY CAST

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CROWN, DIAMOND e ECKMIER

Hoje, vou falar de 3 carretilhas skeletons que, de certa forma, são dificeis de serem encontradas e podem ser consideradas "pequenas". Pequenas apenas no sentido de terem sido fabricadas por pequenas empresas.

A primeira delas é a "CROWN".


De acordo com as pesquisas do Dr. Todd Larson, Crown foi a marca registrada da empresa, de Edward. K. Tryon, uma dos principais nomes da Filadélfia (Philadelphia), uma importante loja de produtos esportivos - E. K. TRYON & CO. A marca registrada foi utilizada entre 1890 e 1910.

O modelo da foto ao lado é uma SUNNYBROOK, semelhante a CROWN, porém a carretilha de Tryon trazia o nome estampado no costado.

Além das carretilhas MONTAGUE, das quais falaremos numa outra ocasião, as "Crowns" eram as únicas que traziam á numeração da carretilha estampada na parte de baixo do pé, além do nome estampado no costado da carretilha.


Por terem sido fabricadas por um curto período de tempo, são raras e de dificil aquisição. Acredito que estejam valendo em torno de 100 doletas! Particularmente não acho que sejam carretilhas para tudo isso... mas como é peça de coleção - Não tem preço.


Aqui, (achei isso no Google), uma página do catálogo da loja de E. K. Tryon. No detalhe é possível ver a sigla EDW. K. TRYON COMPANY, PHILADELPHIA, na parte superior.


A loja foi uma grande referência na venda de equipamentos para pesca e caça no final do séc. XIX e início do Séc. XX.

Fico imaginando a galera pescando ou caçando naquela época! Nessa página a espingarda anunciada estava sendo vendida por U$30,00!!



A segunda marca é a DIAMOND MANUFACTURING CO. Uma carretilha produzida para ou por esse Outfit de St. Louis. No livro (fantástico por sinal) Skeletons, A Collector's Guide to Raised Pillar Fly Reels, de autoria de Richard K. Lodge, consta apenas uma página a respeito dessa marca (p.20).


Pesquisei bastante em outras publicações e aqui na web mas não encontrei absolutamente nada além do que está escrito no livro. Essa carretilha tem uma caracteristica bastante interessante: é bicolor. a parte interna, o carretel era em níquel laminado (nickel-plated) enquanto o corpo da carretilha, em preto esmaltado. É a quarta carretilha da segunda pratilheira, na foto da capa do livro.


Segundo o autor, essa carretilha tem muita semelhança com as fabricadas por Winchester e com sua sucessora, desenhada por Horrocks-Ibbotson. Falaremos dessas ao seu tempo. Dificil de se encontrar, cheguei a ver uma anunciada há 3 meses mas o cara não vendia para compradores de outros países. Na ocasião foi vendida pela bagatela de U$34,00 no E-bay.
Tenho certeza que o ganso que vendeu não sabia que tinha uma raridade nas mãos!



A terceira, não menos rara que as anteriores, é a ECKMIER. Novamente, me socorro do autor do livro para trazer algum comentário sobre essa carretilha.

Segundo Richard Lodge, a Elckmier é uma das maiores Skeletons já produzidas (em tamaho mesmo!).

Ela apresenta duas peculiaridades bem marcantes: a primeira é a manivela em metal e a expressão MADE IN CANADA, no costado abaixo do nome. Ou seja, é a única skeleton que se tem notícia fabricada naquele país. Mais um motivo para ser procurada por colecionadores.

Outra característica é que o click button é horizontalmente oposto aos rebites. normalmente ele é colocado nas carretilhas, na posição vertcal.
Conversando com um colecionador canadense, ele teorizou (suspeita mesmo) que as Eckmiers foram fabricadas por Lawson Machine Works, de Montreal ou outra empresa qualquer de metais e que as carretilhas foram desenvolvidas como um produto paralelo. Fica fácil entender porque são raras e escaças no mercado.


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Hoje estou particularmente feliz! O amigo Gustavo do Vôo da Mosca (o blog, o original), ingressou aqui como nosso seguidor. Agradeço a ele por isso (é o primeiro!!) e espero que esteja gostando das coisas que estou escrevendo aqui. Também estou acompanhando as coisas que ele tem publicado. Vale a pena visitar o blog dele.


Cansei!!!!

Bom... "quem leu, leu... quem num leu si fudeu..." estou apagando o texto abaixo porque tomei uma dura da dona da pensão.
.................CENSURADO..................

MINHAS REGRAS SÃO: SE NÃO GOSTOU DO QUE LEU... PROCURE OUTRO BLOG.

Se quiser descer o pau (no bom sentido), fique a vontade. Aqui não há censura.

............ NA VERDADE HÁ CENSURA SIM................. fui censurado pela patrôa que achou que exagerei... fazer o que... manda quem pode, obedece quem tem juízo!

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UM PEQUENO ADENDO AQUI IMPORTANTE: EM 4/09/2009, 22:50h.

................DELETADO POR ORDEM DA DONA DA PENSÃO........

QUALQUER HORA COMEÇO A METER A BOCA NO TROMBONE... AGUARDEM.

LUTANDO PELA ÉTICA NO FLY!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Carlton Manufacturing Company

Dando sequência ao tema "Carretilhas Skeletons e seus fabricantes", hoje é dia de falar de uma das principais marcas americanas do final do Sec. XIX e início do Séc. XX.

CARLTON MANUFACTURING Co. foi fundada por Harvey B. Carlton em 1903. Carlton foi uma das pessoas de Rochester - NY, que entrou para o ramo da fabricação de materiais de pesca no século XIX.

Carlton trabalhou na área de ótica e máquinas fotográficas, principal atividade de Rochester, antes de abrir sua empresa. 1903. Em poucos anos ele já havia patenteado uma série de carretilhas, inclusive para a pesca com mosca.

Muitas das idéias atuais em termos de carretilhas partiram dele, pois as carretilhas tinham um projeto extremamente inovador para a época. Algumas idéias, entretanto, foram "emprestadas" de outras companhias.




A história de Harvey Carlton e sua empresa foi estuda exastivamente por Phil White, que há alguns anos publicou o livro "Carlton e Rochester Fishing Reels". Por mais de dez anos, o autor se dedicou a pesquisar sobre essa importante marca americana.
Para quem não sabe, Phil White é um expert em carretilhas Meisselbach e por um grande período o editor do The reel news, a revista (boletim) da O.R.C.A - Old Reel Collectors Association.

Para quem aprecia uma boa leitura e pretende iniciar na coleção de carretilhas, este livro é obra obrigatória.

Calrton desenvolveu algumas carretilhas bastante incomuns.

Um bom exemplo é a light weight, da foto abaixo. A light weight (as duas palavras vem estampadas no counter-balanced da manivela) é um "tesouro" para os colecionadores de carretilhas skeletons.

Não existe nenhum outro modelo feito nesse estilo, com esse desenho. Além disso ela apresenta uma "fraquesa" bem peculiar - um frágil mecanismo de "click drag" que é quase impossível de ser reparado ou consertado porque ele não é separado da carretilha.

Light Weight em condição excepcional com uma rara caixa original.
Coleção de Jim Schottenhan


Além da Light Weight, uma outra carretilha com relevância para os colecionadores é a Carlton Ideal, não menos rara, tendo em vista que também foi produzida por um curto espaço de tempo.




Entretanto, segundo Phil White, em seu livro, a Ideal é cópia da Meisselbach Expert, sobre a qual falaremos em outra oportunidade.

Outra carretilha com alto grau de importância para os colecionadores é a GEM (sidemount) de delicada construção. Carlton foi o único que produziu a mesma carretilha em dois estilos (raised pillar e sidemount).



Em 1908, Carlton reorganizou a empresa e essa passou a se chamar Rochester Reel Company, entretanto nesse mesmo ano, Carlton arquivou papéis da dissolução da sociedade.

Não se sabe ao certo o que aconteceu durante esse período, pois dois anos mais tarde, em 1910 Andrew Wollensak da Wollensak Optical Company patenteou muitas das melhorias produzidas por Carlton.

A "guerra de patentes" foi algo comum nesse período e qualquer nova idéia logo tinha que estar protegida por uma patente ou marca registrada.


Harvey B. Carlton nasceu no ano de 1860 na cidade de Scottsville, NY.


Por hora é só. O dia que eu conseguir adquirir uma dessas carretilhas para minha coleção será uma grande aquisição. Nem tanto pelo valor econômico, mas sim pelo valor histórico, tendo em vista que essas carretilhas foram fabricadas num curto espaço de apenas 5 anos. Se alguém souber de alguma que esteja a venda, agradeço a informação!

Fotos gentilmente cedidas por O.R.C.A - Old Reels Collectors Association
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CURSOS FLY CAST


Nesse último final de semana realizamos mais um curso básico de fly. O bacana de tudo isso é que os pescadores estão podendo ter contato com essas carretilhas e também é a oportundidade que estou tendo de poder passar um pouco mais de informações sobre isso. Também tem me ajudado a estudar mais sobre essa fascinante hobby.





Rapaziada do último curso!



Agora, no mês de setembro teremos mais alguns cursos agendados. Se tem curiosidade em participar e quer ampliar seus conhecimentos, visite o site de FLY CAST.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

ARMAX - Winchester

Armax foi uma marca registrada (um dos nomes) utilizados por WINCHESTER REPEATING ARMS CO. ou, simplesmente, WRACO.




Essa mesma que você está pensando. Empresa das espingardas que apareciam nos bons e velhos filmes de bang-bang. Pois é, A empresa, WINCHESTER, é antiga.


Armax, entretanto é mais recente. Esta marca foi estampada nas carretilhas da Winchester entre os anos de 1922 até 0 final de 1930.

Outros nomes também eram utilizados por Winchester em algumas carretilhas e outros produtos, tais como Barney & Berry e Crusader. Algumas carretilhas da companhia não apresentavam marca alguma, ou foram produzidas para outras companhias.


Muitas carretilhas Armax, tinham a mesma qualidade da carretilha Winchester (marcadas com Winchester Trade Mark) muito embora o valor dessas carretilhas fosse diferente. Segundo os especialistas, as carretilhas Armax faziam parte de uma segunda linha da empresa, em termos de qualidade. As as carretilhas de fly, entretanto, se enquadravam no mesmo patamar.



Para os colecionadores, a Armax é dificil de se encontrar. Raramente aparece alguma em leilões online. O valor pode variar de U$ 20,00 a U$ 200,00, dependendo das condições em que a carretilha se encontre. É uma carretilha fácil de se falsificar, pois existem muitas semelhantes que não apresentam marca alguma.





A logomarca vem estampada na parte de trás da carretilha, e no pé pode aparecer alguns números, como 40 ou 60 ou 80, que dizem respeito ao tamanho da carretilha.

Mesmo assim, nada garante a um leigo que ele vá adquirir uma ARMAX verdadeira.



Mudando de assunto: Neste próximo final de semana teremos mais um curso básico de fly. As datas já estão disponíveis no site da FLY CAST . Visite o site, fica aqui o convite.


Já que eu não tenho mais nada pra falar da ARMAX, vai aqui a foto de um peixe que ficou para a história da grande maioria dos pescadores com mosca. Com certeza, a cena que serviu de referência para que muitos pescadores iniciacem na pesca com mosca.



Esse é o cara!