quarta-feira, 17 de março de 2010

PFLUEGER ENTERPRISE COMPANY - Parte II

Além da Progress, abordada na parte I deste tópico, a Pflueger lançou outras carretilhas na mesma linha das skeletons.

A primeira delas que vamos abordar aqui, é a

SAL-TROUT.


Esta carretilha foi lançada em 1935, em duas númerações: 1554 e 1555. Posteriormente, mais uma carretilha dessa série foi lançada, em 1952, com o número 1558.

A Sal-Trout 1554 foi produzida em alumínio em duas cores, sendo que a armação da carretilha era preta enquanto que o carretel era metálico.


A 1554 foi produzida também nos anos de 1952 e 1956, entretanto as carretilhas produzidas nesse período sofreram modificações, principalmente no corpo da carretilha, que passou a ser fechada na parte do costado, perdendo o desenho de "cruz", presente no modelo de 1935.


O carretel também sofreu uma leve modificação no desenho das "pétalas", quase que imperceptível. O diâmetro da carretilha foi mantido. Mas a principal mudança foi a retirada do contra-balanço (contra-peso) à manivela, que se manteve em material plástico.


Essa modificação acompanhou uma "tendência" do mercado, onde diversas carretilhas passaram a ser produzidas em desenho diferente do modelo original. É importante ressaltar, que estamos falando do período do pós guerra, com influências da Art Déco. Desenhos mais simples, definidos sempre por linhas precisas e geométricas ou por representações estilizadas de figuras naturais são os aspectos mais marcantes desse período.


O logo com o desenho do Bulldog aparece no costado da carretilha, mesmo no segundo modelo.
Outra mudança, se comparada com a Progress, é que este modelo de carretilha não é "raised pillar", ou seja, o´pé da carretilha é fixado diretamente no corpo através de dois parafusos.


Essa "evolução" faz da Sal -Trout uma das carretilhas mais populares entre os colecionadores de skeletons.

A 1555 totalmente preta era um diferencial entre essas carretilhas.


A capacidade de armazenamento de linha entre elas também é outro ponto que diferencia os dois modelos.

Na imagem obtida de um catálogo em uma venda de leilão eletrônico, encontrei o descritivo a respeito da capacidade de linhas de cada uma delas. Muito embora a imagem não esteja 100% nítida, é possível perceber a diferença entre as carretilhas ainda no sistema alfabético das linhas de fly.


O nome "Sal-Trout", obviamente é uma homenagem a pesca de salmões e trutas. Essas carretilhas foram desenhadas para a pesca dessas espécies, muito embora a 1555 também tenha sido utilizada para o troling (corrico) graças a sua capacidade maior de armazenamento de linha. 

Essas carretilhas, em catálogos da época, eram vendidas pela bagatela de U$ 2.00.

O preço atual, em leilões, podem variar bem, entre 20 e 150 dólares, de acordo com o estado que se encontre e se é oferecida com a caixa original.

Já a Sal-Trout 1558 é uma carretilha que gera alguma confusão entre os colecionadores.




Semelhante a  Pflueger Captain, a Sal-Trout 1558 foi uma das primeiras carretilhas desenvolvidas para a pesca com mosca em água salgada. Na verdade, essa carretilha veio em substituição à Captain (falaremos dela na sequência) e completa a família da SAL TROUT. Foi produzida inicialmente em 1952 e uma segunda geração foi lançada em 1956 com produção até 1979. Como se percebe, é uma carretilha bastante "atual".

A pesca com mosca em água salgada tem sua origem (não oficial) em meados do século 19. As primeiras referências detalhadas surgem por volta de 1840. Nos EUA, o fly fishing em água salgada ganha destaque a partir do final de 1800 e início do séc 20, quando "se descobre" a pesca do tarpon no Golfo do México.


O maior diferencial dessea carretilha para as demais da mesam série é que foi introduzido um sistema de freio. Um parafuso no eixo central permite uma regulagem da saída de linha. Exatamente como é feito nos dias de hoje.


Algumas poucas carretilhas até esse período foram produzidas para esse tipo de pescaria, o que deu à Sal Trout um destaque enorme.  

 CAPTAIN   


A Captain, muito embora não seja exatamente uma carretilha de fly tem toda característica de uma. A Pflueger em seu catálogo (no site) descreve a Captain como sendo uma carretilha para corrico (troling). E de fato era. Foi lançada em 1935.

Muitos pescadores, em razão da falta de equipamento pesado para moscas na época, utilizavam esta carretilha como sendo uma carretilha de fly fishing. Estranhamente é oferecida em leilões eletrônicos como sendo uma carretilha de fly. Talvez, daí a grande confusão entre a Captain e a Sal Trout 1558.

O fato marcante, independende da carretilha nãose destinar ao fly, é o desenho skeleton da mesma.


Essa carretilha tinha um tamanho muito maior que as carretilhas convencionais e era bastante robusta. Por curiosidade, recentemente coloquei uma delas em uma vara # 12 e ficou bem balanceada.


A Captain possui, além do parafuso central  de anti-reverso (drag system), uma mola fixada a uma placa de metal que funcina como freio, gerando atrito ao carretel e impedindo que esse gire solto. Fico imginando quantos dedos não se queimaram com as corridas dos grandes tarpons.


Outro dado interessante é a presença do line guide, justamente utilizado na pesca de corrico. Os pescadores de mosca da época, retiravam essa peça ou simplesmente a cortavam. Algumas podem ser encontradas, ainda hoje, sem a peça original.     

Para os colecionadores de carretilhas Skeletons é uma peça importante pois é rica em detalhes.


Desenhada no melhor estilo centrepin, onde o carretel é fixado apenas em um ponto central, essa carretilha agrega diversos conceitos que serviram de base para tantas outras carretilhas atuais.


Diferente de outras carertilhas da Pflueger, o nome vinha estampado na parte frontal da carretilha e sem o logo do bulldog. Assim como a Sal Trout é uma típica carretilha com influência da Art Decó no seu desenho.


  
Até a próxima e se eu lembrar de mais alguma coisa faço a edição mais tarde!          

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PFLUEGER - ENTERPRISE COMPANY

Retomando o tema "CARRETILHAS SKELETONS e seus FABRICANTES", vou abordar uma das mais famosas empresas americanas que produziu uma das mais populares carretilhas no modelo SKELETON por um grande período.

Como o próprio título diz, trata-se da PFLUEGER.

Desde 1881, o nome Pflueger passou a fazer parte da história da indústria da pesca, quando ERNEST  F. PFLUEGER criou uma Companhia para a produção de anzóis (produzia também agulhas e alfinetes) chamada de ENTERPRISE MANUFACTURING COMPANY, em Akron - Ohio. 


Por volta de 1916, seu filho EARNEST A. PFLUEGER assume o comando da empresa e esta passa a se chamar E. A. PFLUEGER COMPANY. De fabricante de anzol, a empresa expande-se e passa a fabricar todo tipo de tralha de pesca. Em 1916 a empresa lança sua primeira carertilha para baitcasting. Esta passa a se tornar um verdaderio benchmark para as indústrias de carretilhas de pesca.

Em 1920, a empresa lança a PFLUEGER PROGRESS, BULLDOG EDITION. 

Provavelmente, nenhuma outra Skeleton seja mais popular e cobiçada entre os colecionadores do que a Progress. A única excessão seja a Meisselbach Featherlight da primeira geração, já cometada aqui no blog.

Esta carretilha sem dúvida tinha a mesma alta qualidade das Meisselbach e fez parte da tralha de um grande número de pescadores e atualmente, colecionadores.

A Progress, assim como outras carretilhas, evoluiu e sofreu modificações. Algumas destas modificações podem gerar confusão ou suspeita de que a carretilha não seja original. Pelo menos para aqueles que estão iniciando uma coleção. Mudanças, no material utilizado - metal simples, níquel e alumínio foram alguns dos materiais utilizados nas diversas gerações da carretilha. As manivelas passaram de madeira para plástico e as cores das carretilhas podem variar bastante.

Um detalhe importante, só para citar um exmplo dessas alterações, é o pé da carretilha. Na primeira geração as barras de sustentação estavam expostas e a numeração da carretilha vinha estampada na parte inferior.  

Em modelos da segunda geração as barras foram colocadas na parte superior dos pés da carretilha.

Entretanto,em todos os modelos o logo do BULLDOG  foi mantido. O que dá um charme todo especial a estas carretilhas.

Em linhas gerais, o desenho da carretilha é muito semelhante ao de tantas outras, com o desenho do carretel em formato de gotas, seguindo uma linha bastante peculiar e característica da época.

Evidentemente que a Pflueger lançou diversas carretilhas. A mais famosa, talvez, seja a MEDALIST, da qual falarei em outra ocasião. 

Não menos importante, são a SALT-TROUT e a CAPTAIN. Estas serão objeto do próximo tópico.
Aguardem.

 Em 1966 a Pflueger foi comprada pela SHAKSPEARE COMPANY, da qual já comentamos algumas coisas aqui quando falamos da KALAMAZZO TACKLE COMPANY.  


 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - EDITORIAL

Em nome da equipe da FLY CAST desejo a todos um FELIZ NATAL e um Excelente FELIZ ANO NOVO.


Que 2010 seja muito melhor que 2009. Especialmente para quem gosta da pesca com mosca.

Que os FORMADORES DE OPINIÃO pensem o fly com menos amadorismo. Tá passando da hora de termos uma Pesca com Mosca no Brasil mais decente. Menos "OBA OBA" e mais ação. Mais informação de qualidade e menos "cultura inutil".

E 2009 foi legal.

Algumas coisas bacanas aconteceram para ajudar o fly se desenvolver: FLY e CIA, FLY MAGAZINE, FLY SHOP BRASIL.

Outras, entretanto, estão estagnadas e sem perspectivas de melhora: TODAS AS REVISTAS "ESPECIALIZADAS" DE PESCA, que mantem a mediocridade e mesmice. Eu, particularmente, cansei dessa papagaida toda. O Fly nessas revistas só tem servido para fomentar a vaidade de alguns que fazem quase tudo pra aparecer. Ridículo.

O TRADE SHOW da PESCA E CIA, em termos de pesca com mosca foi absolutamente MEDÍOCRE. A Summax apresentou uns equipamentinhos bem meia boca .Uma outra empresa que nem me lembro o nome trouxe umas coisas da OKUMA e ponto final. E há quem diga que a tralha da Summax é excelente (não é mesmo, KID??).

Televisão: Num dá nem pra comentar. Nem na internet tem programa de pesca descente.

Ficamos devendo nosso DVD. Não conseguimos finalizar (ainda) todo trabalho que estamos desenvolvendo. Faltou verba e tempo... Coisas de gente inexperiente. Mas ano que vem lançamos a bagaça e espero que tenha a qualidade que estamos buscando.

Com relação aos nossos cursos: Ficamos abaixo da nossa meta.

Foram realizados 14 cursos no decorrer do ano, queríamos atingir 20. Muita chuva, pouca gente interessada.

Confesso que na metade do ano pensei em parar tudo por falta de tesão mesmo... e de ver tanta babaquice acontecendo. E olha que mantemos os mesmos valores dos cursos há mais de quatro anos, não ajustamos um centavo se quer nesse tempo. E vamos manter os mesmos valores pro ano que vem.

E TEM GENTE QUERENDO FAZER DUMPING em CURSO DE FLY. SOMOS NÓS QUE FAZEMOS DUMPING. Desculpa aí !!!

Nosso turismo anda de mal a pior... E há quem diga que esse ano na Amazônia está um espetáculo... Com a seca que tá fazendo por lá (fruto da imbecilidade humana), está fácil pescar.

Os peixes estão desesperados... lutando pra sobreviver... Isso não é pescaria.

Se alguém acha exagero isso, me aponte 10 destinos de pesca no Brasil que tenha: qualidade de serviço, boa pescaria, proximidade dos grande centros e preços acessíveis. 10 é muito, então aponte 5. Se encontrar um, me dou por satisfeito. UM que seja para FLY!

A falta de ética é outro fator que vem marcando cada vez mais nosso segmento. Infelizmente. Os "picaretations" estão cada vez mais ativos... Mas um dia a casa cai. Oxalá isso aconteça logo. XÔ PICARETAGEM!

Mas o ano foi legal.

O Flamengo foi campeão num campeonato disputadíssimo pra sorte do meu amigo BULHÃO. O Palmeiras não foi pra libertadores. O tricolor do morumbi manteve-se como melhor paulista no Brasileirão, O Ronaldo Gorducho ainda não catou nenhum travéco, O Internacional teve que torcer pro Grêmio. Coisa de gaúcho...

Vai entender essa galera.

E por falar nisso, São Paulo (a cidade) teve ontem 63 pontos de alagamento. No ano todo, o Palmeiras no Brasileirão teve 62. Ou seja, Com os 63 pontos de alagamento São Paulo, só ontem, já estaria classificada para a Libertadores. (Piadinha da internet...)

Espero realmente que a galera que foi lá pra Copenhagen Climate Conference faça alguma coisa pelo clima do planeta. Senão... "adios pescarias".

Bom... vou ficando por aqui. Amanhã entro oficialmente de férias. Vou pro Caribe e EUA. Vou pescar, ver o Mickey e o Pato Donald, comer pra carai e encher a cara. Se sobrar uns trocos, dou uma passada na Bass Pro pra abastecer o armário.



Meu desejo pra 2010 é que possamos realmente ter uma pesca com mosca melhor, mais séria e ética, porém, menos careta e autoritária, como insistem alguns e sem "invenções" mirabolantes tipo fly-dive ou pinchos de 50 metros. Que tenhamos tralha boa e barata a disposição de todos. E que o Papai Noel seja generoso com todo mundo.



Vou dar um tempo nos Blogs e o site deve migrar pra outro servidor. Nossos e-mails, por enquanto, estão uma merda, uma hora funciona outra hora não... sinto muito por isso. Voltaremos com a corda toda em 10 de janeiro de 2010.

Quem quiser, me acha no celular.

Abração a todos,

Marcão.

Mas, como esse blog é destinado a carretilhas antigas, seguem 3 carretilhas que são absolutamente fantásticas.




A primeira, por ser uma clássica da ROSS, a nº 1. Uma homenagem da Ross às Skeletons.

A segunda, uma genuina Pflueger Progress.



A terceira e não menos importante, uma Wey Mark, inglesa. Com line guide e controle de drag.




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

OCEAN CITY MANUFACTURING COMPANY

A OCEAN CITY MANUFACTURING COMPANY foi incorporada em 1923, na Filadélfia.

Por mais de 40 anos, foi a principal industria de carretilhas para água salgada e carretilhas de baixo custo, tanto para bait casting como para fly nos EUA.

As carretilhas de fly são de interesse moderado aos colecionadores, isto porque muitas delas foram fabricadas por Montague Company e apenas revendidas por esta empresa, especialmente as Skeletons.

O único modelo de Skeleton da empresa era a SOLITE.

Esta carretilha apareceu pela primeira vez em catálogo da empresa em 1936. A primeira geração surge do modelo da Meisselbach Featherlight.


Na foto podemos observar uma de 1937. Esta carretilha é semelhante as Meisselbach, uma vez que a empresa adquiriu algumas de sua patentes após o fechamento daquela empresa. Para saber mais sobre Meisselbach, basta pesquisar na lista ao lado.

Mas as semelhanças entre a SOLITE e outras carretilhas, não se resumem apenas as Meisselbach.

Uma segunda geração de carretilhas foi produzida por MONTAGUE e também recebeu o nome de SOLITE.

A diferença é que aparecia estampado no costado da carretilha o nome SOLITE, enquanto que as Montagues não traziam nenhuma informação, a não ser a expressão MADE IN USA na parte inferior dos pés da carretilha.

Apesar de semelhante com as featherlights da Meisselbach, a SOLITE da primeira geração trazia de diferente uma manivela feita em osso torneado.

Já as caretilhas da segunda geração, seemelhantes as Montagues, conforme podemos observar na imagens seqüentes, tinham pequenos detalhes que as difernciavam.

Não é de se estranhar essa semelhança, tendo em vista que a Ocean City acabou comprando a empresa na década de 30.




Aqui podemos observar uma MONTAGUE comum. O desenho triangular do carretel é marca caracteristica dessa empresa, enquanto que o desenho de pétalas na imagem acima, caracerizam uma clássica carretilha MEISSELBACH.

A segunda geração da OCEAN CITY SOLITE, além do desenho igual ao da MONTAGUE, traz outra diferença. A manivela em plástico duro, em cor branca. Nas MONTAGUES a manivela era em madeira pintada (ou em branco ou apenas enverzinada).


Estas carretilhas apareceram nos catálogos da Ocean City na década de quarenta, em pleno período da II Guerra Mundial. O que chama a atenção na história da empresa, é justamente o fato dela estar em pleno vapor de atividades no momento mais crítico do século XX.

Nitidamente, é possível observar a semelhança entre as carretilhas Montague e Ocean City.

Não sendo necessário ser nenhum expert no assunto para saber que ambas sairam da mesma fábrica.

Estas carretilhas eram feitas em metal comum e pintadas em tinta preta fosca. Talvez seja a característica principal das carretilhas, que sempre foram feitas em cor, ao contrário de outras marcas que tinha a opção de manter a coloração do metal original. Eram baratas, em termos de custo e com uma qualidade razoável. Típico produto popular, o que ajuda a entender como a empresa conseguiu se manter no topo, mesmo no período turbulento do meio do século passado.



Saindo um pouco do tema SKELETONS, não posso deixar de comentar sobre um outro modelo de carretilhas da OCEAN CITY.

A Ocean City # 35 foi uma carretilha que revolucionou uma época.


Surgiu no finalda década de 40 e início da de 50, com um conceito bastante revolucinário para a época.

Foi a primeira carretilha single action com sistema anti-reverso, de baixo custo.

Adotando uma linha de carretilhas inglesas, oriundas da House of HARDY, esta carretilha apresenta uma mola interna entre o carretel e o corpo da carretilha que impede que ele gire livremente, mesmo com o botão do clic drag desarmado.


Ao contrário das carretilhas inglesas, com sistema de freios e catracas absolutamente precisos, este pequeno e simples dispositivo permitiu que a carretilha se tornasse uma das principais referências, em determinado período, justamente pelo custo baixo e qualidade alta.

Seguindo a linha da empresa, esta carretilha também vinha na cor preta, uma das marcas registradas da Ocean City.


Outro fator que fez dessa carretilha uma das mais vendidas no período do pós guerra nos Estados Unidos, foi o line guide introduzido no corpo da carretilha, item apenas utilizado até então em carretilhas de corrico, mistas (bait e fly) e especialmente nas européias (inglesas e francesas) para a pesca com mosca.

  Estes detalhes, associados a uma tradição já consolidada pela marca fez da 35 uma das principais carretilhas de toda a grade de peças produzidas por Ocean City.


Outro fator importante, este voltado aos colecionadores, é que com a aquisição da MONTAGUE por parte da OCEAN CITY, esta adotou o simbolo do peixe saltando como sua logo marca.

Na década de 50, o catálogo da Ocean City já anunciava produtos da Montague Company em conjunto com os da própria empresa.

Enquanto que Montague era a divisão que cuidava da fabricação das varas de pesca, a Ocean City cuidava da fabricação das carretilhas. O lema da empresa era "World leaders in rods and reels" demonstrando que se tratavam de duas empresas distntas, mas que na prática eram uma só.



Na imagem do catálogo é possível ver o "lançamento" de um equipamento multi-uso. Um dos primeiros COMBOS a serem lançados no mercado. Uma vara com grip e seções intercambiáveis que permitiam seu uso tanto com caretilhas de bait casting como de fly.

O interessante disso é que ainda é comum nos EUA encontrarmos esse tipo de conceito nos dias de hoje.

Obviamente que a qualidade dos equipamentos atuais sejam de qualidade inferior àqueles dado ao pequeno interesse dos pescadores por esse tipo de equipamento em outras partes do mundo.

Na imagem que segue podemos observar uma caixa de uma carretiha da Ocean City com a logomarca em destaque.




O símbolo, originário da MONTAGUE, reforça a força que a OCEAN CITY adiquiriu por um longo período nos EUA.

Ao observar a imagem da RAPIDAN, quando comentamos sobre a  MONTAGUE, podemos percebr que a semelhança entre os simbolos é imensa.


A OCEAN CITY, além da Montague adquiriu outras marcas, como foi o caso da TRUE TEMPER, da qual falaremos em breve!

FICO POR AQUI.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MONTAGUE CITY ROD COMPANY

Dando sequência ao tema CARRETILHAS SKELETONS e seus FABRICANTES, vamos abordar neste tópico uma das empresas que mais produziu carretilhas nos EUA em pouco mais de 50 anos.




Trata-se da Montague City Rod Co., fundada pelos irmãos Eugene e Leander Bartlett, na cidade de Montague,em Massachusetts, por volta de 1881. A fábrica começou produzindo varas de bambu e, posteriormente, passou a fabricar carretilhas. Em 1885 a Companhia começou a expandir seus negócios com a compra da Thomas H. Chubb Rod and Reel Factory em Vermont e, posteriormente, a U. S. Net & Twine Factory, no Brooklyn em N. York , por volta de 1889.   


Entre os diversos modelos de carretilhas da Montague, um, no meu entender, merece destaque. É o modelo RAPIDAN.

A Montague traz um carretel com desenhos triangulares, diferentes dos desenhos de outras empresas.

Além disso, na parte posterior o logo da empresa com o nome da carretilha serve como identificação.

O desenho do peixe saltando no logo desperta o desejo do colecionadores em adquirir um exemplar para qualquer  coleção.

Outro fator importante, é que essa carretilha foi produzida em duralumínio e sua manivela em plástico duro.

Isto sugere que a data de produção destas carretilhas nos remete ao final da década de 30 até incício da década de 50.

Abaixo, podemos observar a carretilha em detalhes.



O desenho típico do carretel com figuras triangulares diferencia a Montague de outros fabricantes.

 

No costado da carretilha é possível observar a marca estampada com o modelo. Abaixo, o detalhe do logo, como o peixe saltando que faz da carretilha ser objeto de interesse aos colecionadores.




Além do Rapidan, a Montague também lançou outras carretilhas de menor interesse aos colecionadores.

São carretilhas "inominadas", ou seja, não trazem no corpo da carretilha nenhuma informação a respeito da marca, apenas a expressão "made in USA" na parte inferior do pé da carretilha.

Estes modelos, foram produzidos em período anterior ao da Rapidan. Provavelmente não trazem nenhuma identificação da empresa porque deveriam ser fabricadas para a revenda por outras empresas, que ali colocariam suas marcas, a exemplo da Meisselbach, Hendryx e Winschester. Estas carretilhas tinham um valor bem inferior sendo vendidas na época a 50 centavos de dolar.

Além disso, este modelos foram fabricados em metal comum, podendo vir pintadas em preto ou em bronze.

Os desenhos triangulares do carretel, muito similares ao de outras marcas gera certa confusão àqueles que procuram por carretilhas de outras marcas. Isto porque nestes modelos esses desenhos eram levemente "arredondados" nas laterais, diferentemente do modelo Rapidan.

As manivels eram de madeira, dando um charme especial à carretilha. Abaixo, podemos observa uma da nossa coleção, com a pintura zuadinha. Porém toda original.



Na imagem que segue, vemos a parte posterior da carretilha, onde o click drag é colocado na parte inferior do corpo da carretilha, enquanto que no modelo Rapidan ele é lateral.

Com a pintura descascada é possível observar a cor original do metal. Alguns modelos foram fabricados apenas no metal, permitindo que outras empresas adequassem aquela carretilha às suas necessidades.



Abaixo, é possível ver a estampa MADE IN USA que identificava os modelos "inominados" da Montague.



Lembre-se que se quiser ver a foto em tamanho maior, basta clicar sobre ela.

Algumas carretilhas da Montague foram comercializadas por outras empresas importantes, destaca-se a OCEAN CITY, que vendia o modelo SOLITE (apereceu, pela primeira vez, no catálogo da empresa em 1936), muito semelhante ao modelo acima. A diferença fundamental estava no tipo de manivela que este modelo apresentava. Quando chegar a vez da Ocean City, aprofundaremos mais esse assunto.

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Para quem gosta de carretilhas diferentes e "exóticas" esta aqui acabou de chegar.  Ainda não tive condições de pesquisar nada sobre ela.

Não tem nenhum nome marcado ou qualquer identificação. O camarada que me vendeu também não sabia nada sobre ela, a não ser que foi produzida na década de 20 ou 30.

Existe apenas escrito "made in usa" no pé, na parte superior e a manivela é em plástico duro torneado.

Se alguém souber ou tiver alguma informação sobre ela, agradeço a ajuda.!!!!





Até a próxima!!!!
Há!!!! antes que eu e esqueça:
não deixe de visitar o blog da flycast.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

MEISSELBACH BRO & Co. - Parte III

Nesta 3ª e última parte do tema MEISSELBACH, vamos falar de 3 modelos de carretilhas que são considerados muito importantes para os colecionadores. São raros e dificieis de serem encontrados, acredito muito mais que as carretilhas de outras séries.

BLUE DIAMOND TROUT REEL

A série BLUE DIAMOND causou muita confusão aos colecionadores antes de sua origem ser descoberta.

Phil White um dos maiores experts em Meisselbach, conta que a primeira carretilha adquirida por ele em uma feira de material de pesca antigos tinha o nome featherlight gravado apesar de ser uma carrretilha com desenho bem diferente das Featherlights da 1ª e 2ª geração. Para saber mais sobre a FEATHERLIGHT, veja a parte II do tópico.

A Blue Diamond tem um carretel ventilado com circulos concentricos enquanto que a Featherlight apresenta os tradiconais desenhos de pétalas, conforme comentado anteriormente na parte II.

Outro fator marcante é que a carretilha é soldada e traz o nome "Featherlight 260" gravado na parte inferior dos pés da carretilha e na parte frontal do carretel foi gravado BLUE DIAMOND TROUT e A. F. Meisselbach/ Newark/NJ.



Phil White conta, ainda, que numa segunda ocasião,em uma outra feira encontrou um anuncio de 1912 de um catálogo da Norvell-Shapleigh Hardware Company que mostrava a ilustração da BLUE DIAMOND.

Pode-se concluir sem nenhuma dúvida que Meisselbach produziu as carretilhas para aquela empresa. Segundo o autor, a marca DIAMOND foi utilizada por NORVELL-SHAPLEIGH em muitos de seus produtos.

A confusão ficou ainda maior, quando ele conseguiu adquirir uma nova BLUE DIAMOD, sendo que esta era completamente diferente da primeira e totalmente diferente das demais da linha de Meisselbach.

Este segundo modelo era similar ao modelo patenteado por ANDREW WOLLENSAK e vendido pela empresa de H. J. Frost, THE ROCHESTER REEL COMPANY. O autor acreditou durante muitos anos que estas carretilhas também tinham sido fabricadas por Meisselbach para a empresa de Frost.

Entretanto esta segunda versão não foi fabricada por Meisselbach. Ou seja, Wollensak manufaturava as carretilhas para a ROCHESTER enquanto que Meisselbach produziu as carretilhas para Norvell-Shapleigh Hardware Company.

Se comparadas, de fato, as carretilhas são bem diferentes conforme a foto abaixo.


Muito embora as carretilhas Blue Diamond não sejam consideradas modelos SKELETONS, são peças raras para os colecionadores justamente por apresentarem essa caracteristica de duplicidade do nome.

Mesmo assim, a Blue Diamond fabricada por Meisselbach marca um período de transição no desenho das carretilhas fabricadas por aquela empresa. Deixando o desenho de pétalas do carretel e o estilo "open frame" passando para odesenho de circulos concêntricos e mais fechada.


ZEPHYR

Meisselbach & Bro. também produziu dois modelos das clássicas raised pillar skeleton chamada ZEPHYR.

Estas carretilhas não traziam nenhuma denominação estampada no corpo da carretilha, sugerindo que se tratavam de carretilhas destinadas a serem vendidadas por outras empresas ou para ser uma segunda linha da própria empresa.

Assim como as outras carretilhas da empresa, as ZEPHYR's foram produzidas em dois acabamentos, niquel prateado e bronze.

Na foto a seguir, podemos observar os dois modelos das carretilhas ZEPHYR produzidas por Meisselbach entre 1915 e 1919.
  



 GOOD LUCK TROUT REEL

Além das carretilhas já apresentadas e produzidas por A. Messeilbach & Bro, restou uma que no meu entendimento é das mais bonitas já fabricadas para aquele período.


Trata-se da GOOD LUCK TROUT REEL, que teve seu período de fabricação entre os anos de 1915 e 1918. Essa carretilha, conforme pode-se observar na foto, trazia o carretel totalmente livre do corpo da carretilha, apenas fixado por um único parafuso, acoplado à parte posterior.  Efetivamente, trata-se de um modelo bastante peculiar pois lembra as carretilhas inglesas de madeira centrepin, de período anterior.

A grande "sacada" de Meisselbach foi utilizar um desenho de uma carretilha de madeira em uma carretilha de metal, mais leve e ventilada.  A Good Luck, segundo Phil White, foi produzida em um único tamanho em dois acabamentos, niquel prateado e bronze, seguindo a tendência da empresa.
Enquanto uma Featherlight era vendida por U.$ 2.00 essa carretilha custava U.$ 0.75 !  Algo inimáginavel nos dias de hoje.

A Good Luck é dificil de se encontrar em leilões eletrônicos (tipo EBay). Algumas podem ser obtidas em feiras realizdas pela O.R.C.A (Old Reel Collectors Association) e podem superar o valor de U$ 200,00 com facilidade ou, ainda, em sites e lojas especializados em equipamentos antigos.

Da grade de carretilhas produzidas por Meisselbach é, sem dúvida, uma das mais representativas para os colecionadores.

Além das Skeletons, Meisselbach produziu uma série de outras carretilhas com destaque para as RAINBOW e outras , entre elas as automáticas. Por não se tratarem de carretilhas SKELETONS deixaremos para comentar sobre elas em uma outra oportunidade. Só para se ter uma idéia da importância da empresa, Meisselbach produziu pelo menos 20 modelos diferentes de carretilhas de fly. Sem dúvida as Skeletons marcaram uma época, sendo que as produzidas por A. Meisselbach e Bro. foram das mais representativas paa aquele período.  



Para quem pretende começar uma coleção de carretilhas de fly, as Meisselbach são peças importantes e não podem faltar na prateleira.

Agradecimento: PHIL WHITE pelas imagens cedidas (todas as fotos das carretilhas fazem parte do acervo do autor) e pela ajuda com as informações publicadas aqui.

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  Mudando de assunto - Dias 7 e 8 de novembro estaremos realizando um curso de fly básico na cidade de ITU, em parceria com  FLY & CIA.  Para saber mais sobre esse curso acesse a página da Fly e Cia (clique no nome em destaqe ou no link ao lado e entre em contato com o Morelli.

O curso será realizado no sábado dia 7, na loja da Fly (teórico) e Cia e no Domingo no PESQUEIRO TIO OSCAR (prático).

Fico por aqui.